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Dia Nacional de Luta: Bancários da Caixa exigem defesa do Saúde Caixa

Nesta segunda-feira, 27 de maio, sindicatos de bancários de todo o país organizaram um Dia Nacional de Mobilização nas unidades da Caixa Econômica Federal. O objetivo principal é defender o Saúde Caixa, os empregados e o fortalecimento da Caixa como banco público. A ação visa pressionar por respostas concretas e avanços nas reivindicações da categoria.

Antes do início do expediente, dirigentes sindicais se reuniram com os trabalhadores para ler um manifesto e distribuir um boletim especial. Este material detalha a campanha que reivindica um aumento na participação da Caixa no custeio do plano de saúde, uma das bandeiras centrais da mobilização. A iniciativa faz parte da Campanha Nacional dos Bancários 2026.

Além das atividades internas, manifestações ocorreram em frente a agências e outras unidades do banco. A defesa da Caixa como instituição pública, a valorização dos seus funcionários e a garantia da sustentabilidade do Saúde Caixa foram pontos centrais. Conforme informação divulgada pela Contraf-CUT, a mobilização antecede a próxima rodada de negociações específicas com a Caixa, marcada para sexta-feira, 31 de maio, em São Paulo.

Defesa do Saúde Caixa e da Caixa Pública em Destaque

O manifesto lido durante a mobilização ressalta o papel estratégico da Caixa para o desenvolvimento do país. Ele enfatiza que não existe um banco público forte sem respeito e valorização dos seus trabalhadores. Uma das principais exigências é a retomada do modelo de custeio 70/30, onde 70% das despesas do Saúde Caixa seriam assumidas pelo banco e 30% pelos usuários, com o aumento da participação da Caixa nos custos.

O boletim distribuído aos empregados explica que o teto de 6,5% da folha salarial não protege o Saúde Caixa, mas sim limita a contribuição do banco. Isso faz com que o aumento das despesas médicas recaia cada vez mais sobre empregados, aposentados e pensionistas. A publicação reforça que a defesa do Saúde Caixa está atrelada à manutenção de seus princípios de solidariedade, mutualismo e pacto intergeracional.

Unidade e negociação coletiva fortalecidas

Luiza Hansen, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, destacou que a mobilização demonstra a unidade dos trabalhadores na defesa de direitos históricos. “O Saúde Caixa é uma das maiores conquistas das empregadas e dos empregados da Caixa e precisa ser preservado”, afirmou Hansen. Ela ressaltou a busca por um plano sustentável, de qualidade e acessível, reafirmando a importância de uma Caixa pública, forte e comprometida com a população.

Lívio Santos e Assis, representante da Contraf-CUT, enfatizou que o movimento busca fortalecer a participação da categoria na campanha salarial e a defesa da mesa única de negociações. Ele ressaltou que a mobilização nos locais de trabalho é fundamental, pois afeta diretamente quem constrói a Caixa diariamente. “A categoria quer uma negociação efetiva, com avanços concretos”, disse.

A Importância da Mesa única de negociações

Lívio Santos e Assis também reforçou a importância da presença da Caixa na mesa única de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban. Ele lembrou que, durante o governo FHC, sem a Caixa na mesa, houve sete anos sem aumentos salariais para os funcionários, enquanto bancários de bancos privados tiveram reajustes. Já no governo Bolsonaro, mesmo com funcionários de outras empresas públicas sem reajustes, os bancários da Caixa, por estarem na mesa única, obtiveram os mesmos aumentos da categoria bancária em geral.

A luta coletiva integra a Campanha Nacional dos Bancários 2026, onde são negociadas a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e os Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) específicos. A próxima rodada de negociações com a Caixa está marcada para o dia 31 de maio, em São Paulo, onde a CEE/Caixa apresentará as reivindicações da categoria.

Fonte: Agência Brasil

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