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Feminicídio? Policial penal é preso acusado de assassinar a esposa em Cajamar (SP)

As autoridades inicialmente registraram o caso como morte suspeita, mas a investigação apura a hipótese de feminicídio

Um grave caso de violência doméstica chocou a cidade de Cajamar, na Grande São Paulo. O policial penal Felipe Arthur Bugni, de 40 anos, foi preso na noite de domingo (27) sob a suspeita de ter matado a própria esposa, Aline Alves Bugni, de 31 anos, dentro da residência do casal. A vítima e o suspeito eram casados há cerca de dez anos e tinham uma filha de nove anos.

A morte de Aline foi confirmada no local por uma equipe médica. As autoridades inicialmente registraram o caso como morte suspeita, mas a investigação apura a hipótese de feminicídio. A prisão do policial ocorreu em flagrante, após ele se envolver em agressões contra familiares da vítima, sendo acusado também de violência psicológica, lesão corporal e ameaça.

Este trágico evento adiciona mais um capítulo preocupante à crescente estatística de violência contra a mulher no estado de São Paulo. A Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP-SP) informou que a dinâmica dos fatos está sendo minuciosamente apurada. O caso levanta questionamentos sobre a segurança em ambientes domésticos e a necessidade de ações mais eficazes de prevenção e combate à violência de gênero.

Apreensão de armas e aparelhos celulares

Durante a ocorrência em Cajamar, a polícia apreendeu duas armas de fogo, carregadores e aparelhos celulares. A perícia foi requisitada no local para coletar evidências e auxiliar no esclarecimento completo das circunstâncias que levaram à morte de Aline Alves Bugni. A investigação busca reconstruir os fatos e coletar provas para embasar a acusação contra o policial penal.

Aumento preocupante de feminicídios em São Paulo

Os dados mais recentes da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo revelam um cenário alarmante. No primeiro semestre deste ano, o estado registrou 142 casos de feminicídio, o que representa um aumento de 10% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foram contabilizadas 129 vítimas. Essa elevação sinaliza uma urgência em discutir e implementar novas estratégias de combate a essa forma extrema de violência.

Violência contra a mulher em alta em diversos indicadores

Analisando o mês de junho, embora o número de feminicídios tenha apresentado uma leve queda, passando de 21 em 2025 para 17 em 2026, outros indicadores de violência contra a mulher apresentaram aumento expressivo. Casos de estupro de vulnerável, descumprimento de medida protetiva de urgência, agressão física, perseguição e violência psicológica também cresceram significativamente.

Os registros de descumprimento de medida protetiva de urgência (MPU) somaram 2.099 em junho deste ano, um aumento de 23,3% em relação ao ano passado. Já as lesões corporais dolosas contra mulheres registraram 5.604 casos em junho de 2026, um aumento de 10,5%. O número de vítimas de estupro de vulnerável saltou de 719 para 848, e as ocorrências de perseguição aumentaram de 2.731 para 3.037, enquanto a violência psicológica passou de 326 para 509 casos.

Fonte: Agência Brasil

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