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Contraf-CUT Repudia Plano de Entrega do Banco do Brasil a Banco dos EUA; Alerta sobre Soberania Nacional

Contraf-CUT repudia articulação para entregar participação do Banco do Brasil a banco dos EUA

A possibilidade de o Bank of America, banco norte-americano, adquirir uma participação relevante no Banco do Brasil (BB) acende um alerta sobre o futuro da instituição financeira. A articulação, atribuída a aliados do senador Flávio Bolsonaro, estaria em conversas com interlocutores do governo dos Estados Unidos, segundo reportagem do Relatório Reservado.

A proposta, que poderia avançar sem que a União perdesse o controle acionário do banco, é vista pela Contraf-CUT como uma ameaça direta aos interesses nacionais. A entidade sindical enfatiza que o Banco do Brasil pertence aos brasileiros e deve servir aos interesses do país, e não a interesses privados estrangeiros.

“Não vamos aceitar que o Banco do Brasil seja entregue, ainda que parcialmente, a interesses estrangeiros”, afirma Fernanda Lopes, coordenadora da Comissões de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil. Ela reforça que o BB é um instrumento de desenvolvimento do país e não pode ser usado como moeda de troca em articulações políticas internacionais.

Ameaça à soberania nacional e ao caráter público do BB

A potencial associação permitiria ao Bank of America influenciar decisões estratégicas e a administração do Banco do Brasil, inclusive com assentos no conselho de administração. A Contraf-CUT considera essa possibilidade uma grave ameaça à soberania nacional, pois compromete o papel fundamental do BB no financiamento da produção, apoio à agricultura e empresas, e no desenvolvimento regional.

“É inaceitável que o futuro de um banco público brasileiro seja colocado na mesa para atender a interesses políticos e econômicos de outro país”, declara Fernanda Lopes. Ela destaca que a função social do BB vai muito além do lucro, sendo essencial para a geração de empregos, renda e para atender às necessidades da população brasileira.

Histórico de propostas e defesa dos bancos públicos

A ideia de uma associação entre o Banco do Brasil e o Bank of America não é nova. Paulo Guedes, ex-ministro da Economia, já havia levantado essa hipótese em 2018 e 2019. Recentemente, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, também teria admitido a possibilidade de privatização do Banco do Brasil.

A Contraf-CUT reafirma a importância de preservar o caráter público do Banco do Brasil e de outras instituições financeiras estatais. Esses bancos são cruciais para garantir crédito, financiar atividades produtivas e apoiar políticas públicas essenciais para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

Mobilização contra a desnacionalização

A entidade sindical defende que decisões sobre o patrimônio público sejam transparentes e submetidas ao debate com a sociedade. Qualquer tentativa de abrir caminho para a desnacionalização do Banco do Brasil, ou de comprometer sua autonomia e os interesses nacionais, encontrará forte resistência do movimento sindical bancário.

O Banco do Brasil é patrimônio do povo brasileiro, e a Contraf-CUT se mantém mobilizada em defesa dos bancos públicos, dos trabalhadores e da soberania nacional contra qualquer iniciativa que coloque em risco o caráter público da instituição.

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