Banco do Brasil remarca negociação do Acordo Coletivo para terça-feira: confira os avanços nas cláusulas sociais e econômicas

Banco do Brasil e funcionários retomam negociação do Acordo Coletivo nesta terça-feira
A mesa de negociação entre o Banco do Brasil e a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) foi remarcada e acontecerá nesta terça-feira, 1º. O encontro visa dar continuidade às discussões para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico da categoria.
A reunião, inicialmente prevista para segunda-feira, 31, foi adiada após o Banco do Brasil apresentar uma proposta global na décima rodada de negociações, ocorrida no último sábado. A proposta trouxe avanços em diversas áreas, mas a representação dos trabalhadores ainda aguarda respostas sobre pontos importantes, especialmente os de cunho econômico.
“Esperamos dar continuidade às discussões e avançar nas respostas às reivindicações do funcionalismo”, afirmou Fernanda Lopes, coordenadora da CEBB, reforçando a expectativa por um acordo que contemple as demandas dos empregados. A informação foi divulgada pela Contraf-CUT.
Avanços significativos nas cláusulas sociais e de carreira
O Banco do Brasil apresentou uma série de propostas que visam melhorar as condições de trabalho e o bem-estar dos funcionários. Entre os pontos de destaque está o **abono de ausência no dia 31 de dezembro de 2026**, garantindo um dia extra de descanso. Além disso, a licença-paternidade será ampliada de 20 para **35 dias para pais de filhos nascidos a partir de 30 dias após a assinatura do ACT**.
Houve também um aumento de 15% no auxílio para filhos com deficiência, elevando o valor de R$ 760,48 para R$ 874,55, sem considerar o reajuste da Campanha Nacional de 2026. A função dos atendentes da Central de Relacionamento terá uma reavaliação, com novos papéis e responsabilidades, e um aumento significativo no salário de referência, que passará de R$ 4.795,12 para R$ 6.302,77 a partir de janeiro de 2027, também sem o reajuste da campanha nacional. Atualmente, 558 funcionários ocupam essa função, com previsão de abertura de mais 30 vagas.
Novas políticas e benefícios para os funcionários do Banco do Brasil
A proposta do banco também inclui a criação de uma mesa específica para tratar dos modelos de acompanhamento da rede Diope e a revisão dos exames complementares a partir de 2027, focando na identificação e monitoramento de doenças crônicas. Funcionários egressos de bancos incorporados serão incluídos no Programa Bem Viver, condicionado à expansão do atendimento nas CliniCassi.
Outros avanços importantes são a adoção do modelo do SESMT para atendimento à NR-1, a elevação da indenização por morte em decorrência de assalto de R$ 316,6 mil para R$ 550,5 mil, e a apresentação de alternativas para o **enfrentamento do endividamento dos funcionários em até 60 dias**. O banco também se comprometeu a dar continuidade ao acompanhamento da saúde e previdência dos egressos de bancos incorporados, com inclusão da medida no ACT.
Ampliação de direitos e foco em inclusão e diversidade
O acordo prevê a ampliação do afastamento para acompanhamento em casos de união estável, o ressarcimento de custos para funcionários aprovados nas certificações da Anbima, com abono de até cinco dias para a realização destas. Há um compromisso com o **desenvolvimento e a requalificação profissional** dos empregados.
O Programa de Apoio à Mobilidade de Dependentes PCDs (PAS) será ampliado para pais e mães de dependentes com deficiência, com antecipação salarial para aquisição de veículos de até R$ 100 mil, em até 96 meses sem juros. Essa medida dobra o número de potenciais beneficiários, de 3.404 para 7.271. Funcionários PCDs terão duas jornadas de trabalho adicionais por ano para reparos em seus equipamentos, totalizando cinco. A inclusão de políticas de ações afirmativas em processos seletivos internos, priorizando mulheres, pessoas com deficiência e não brancos, também está prevista.
Para vítimas de violência doméstica, haverá estabilidade na função comissionada por seis meses após o retorno ao trabalho. Mulheres em lactação induzida terão redução de jornada, com extensão deste direito a casais homoafetivos em que ambas as mães sejam funcionárias do Banco do Brasil.




