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Campanha salarial: Bancários cobram proposta de reajuste da Fenaban

A falta de uma proposta econômica por parte dos bancos tem sido o principal ponto de tensão nas discussões

A Campanha Nacional dos Bancários entrou em mais um dia de negociação nesta terça-feira (25), com a expectativa de avanços por parte da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A categoria, representada pelo Comando Nacional, cobra a apresentação de uma proposta concreta para as cláusulas econômicas, incluindo reajuste salarial, participação nos lucros e resultados (PLR), além de vales e o piso da categoria.

A falta de uma proposta econômica por parte dos bancos tem sido o principal ponto de tensão nas discussões. A Fenaban, por sua vez, tentou judicializar paralisações realizadas pela categoria, mas teve pedidos negados pela Justiça, o que, segundo os sindicalistas, demonstra o impacto das mobilizações.

A Contraf-CUT, entidade que representa os trabalhadores, ressalta que a demora na apresentação de uma proposta de índice de reajuste é incomum e que a categoria não aceitará mais adiamentos. A pressão por uma resposta concreta se intensifica, uma vez que a atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) tem validade próxima do fim.

Fenaban critica paralisações e sindicatos rebatem

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) iniciou a rodada de negociação desta segunda-feira (24) criticando a paralisação nacional realizada pela categoria no dia 20 de agosto e a organização sindical. Os bancos tentaram, inclusive, obter uma liminar na Justiça para impedir o movimento, mas o pedido foi negado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10).

Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional, destacou que a paralisação foi uma resposta direta à falta de proposta e ao adiamento das discussões econômicas. Ela enfatizou que os bancos tiveram tempo suficiente para elaborar uma oferta, mas optaram por adiar a questão, o que motivou a mobilização dos trabalhadores.

A dirigente também ressaltou que a tentativa da Fenaban de impedir a paralisação judicialmente é inédita em campanhas salariais. Segundo ela, a ação demonstra que o movimento teve impacto, pois os bancos buscam evitar que tais atividades ocorram.

Comparativo histórico: Fenaban atrasada na apresentação de propostas

O Comando Nacional dos Bancários apontou que, em comparação com campanhas anteriores, a Fenaban está significativamente atrasada na apresentação de propostas de reajuste. Em anos anteriores, como 2018, 2020 e 2022, as primeiras ofertas econômicas foram apresentadas em datas anteriores às desta campanha.

“Estamos no dia 24 de agosto, há exatos sete dias do limite de validade da atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) sem proposta de índice que impactam em todas as cláusulas econômicas, de reajuste salarial e melhorias nas demais verbas, como PLR, vales refeição e alimentação e piso”, explicou Juvandia Moreira.

A situação gera apreensão, pois a ausência de um índice de reajuste afeta diretamente as negociações sobre salários, PLR, vales e o piso salarial da categoria, que são pontos cruciais para os bancários.

Trabalhadores exigem respeito e valorização com proposta concreta

Neiva Ribeiro, também coordenadora do Comando Nacional, reforçou a exigência dos trabalhadores por respeito e valorização. Ela afirmou que a apresentação de uma proposta para as cláusulas econômicas, com um índice claro de reajuste para salários e demais verbas, é fundamental.

“Não vamos ficar debatendo outros temas enquanto isso não ocorrer”, pontuou Ribeiro, deixando claro que a prioridade da categoria é a resolução das questões financeiras. A expectativa é que a mesa de negociação avance com propostas concretas que atendam às reivindicações dos bancários.

Negociações específicas dependentes da Mesa Geral

O Comando Nacional também alertou que as negociações específicas com bancos como Santander, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa e BNB estão sendo prejudicadas pela demora da Fenaban em apresentar propostas gerais. A paralisação da mesa principal impacta o andamento das discussões em cada instituição.

“A mesa geral precisa andar para que as mesas específicas também possam avançar mais. Não podemos permitir que tudo fique paralisado”, declarou Juvandia Moreira. Ela concluiu que o caminho para a valorização dos trabalhadores passa pela negociação com propostas concretas e disposição dos bancos em atender às demandas da categoria.

As negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban serão retomadas nesta terça-feira (25). A categoria se manterá mobilizada, tanto nas redes sociais quanto nas ruas, acompanhando atentamente os desdobramentos das discussões ao longo da semana.

Fonte: Agência Brasil com sindicatos dos bancários

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