Parada LGBTQIAPN+ de Brasília reuniu milhares de pessoas na Esplanada
Evento celebrou a diversidade e a existência da comunidade LGBTQIA+

A Esplanada dos Ministérios foi palco de um espetáculo de cores e reivindicações neste domingo (26), durante a Parada Brasília Orgulho. O evento, que reuniu milhares de pessoas sob o sol forte da capital, celebrou a diversidade e a existência da comunidade LGBTQIA+, mas também ressaltou a importância da conscientização política e do voto para garantir direitos e combater o preconceito.
A festa vibrante, marcada por bandeiras, fantasias e muita música, foi um lembrete potente de que a comunidade LGBTQIA+ existe, resiste e exige respeito. A mensagem principal deste ano, “LGBT, levante e vote”, ecoou pela Esplanada, incentivando a participação política e a escolha de representantes comprometidos com a causa.
A Parada Brasília Orgulho, conforme informações divulgadas, não se limitou à celebração. Ofereceu também serviços essenciais à população, como atendimentos de enfermagem, suporte da Polícia Civil para denúncias de LGBTFobia e esclarecimentos da Defensoria Pública sobre a inclusão do nome social em documentos. A união entre diversão e engajamento político foi um dos pontos altos do evento.
A Força do Voto na Luta LGBTQIA+
Um dos organizadores do evento, Richard Alexandre, destacou o caráter multifacetado da Parada. “Não é só festa, é muita luta. Mas também a gente se diverte, a gente usa as nossas cores para se divertir, usa o espaço para mostrar que a gente exige, existe, que a gente quer respeito, quer dignidade”, afirmou. A campanha “LGBT, levante e vote” visa conscientizar a população LGBTQIA+ sobre o poder do voto na eleição de parlamentares que compreendam e defendam a pauta da comunidade.
Alexandre enfatizou a necessidade de “parlamentares que entendam a nossa pauta, que nos respeitem e que nos protejam, que usem a legislação a favor da proteção da comunidade”. Essa mobilização política é vista como crucial para avançar na conquista de direitos e na garantia de segurança para todos os membros da comunidade LGBTQIA+.
Histórico de Luta e conquistas visíveis
Welton Trindade, coordenador da Parada Brasília Orgulho, ressaltou a evolução das conquistas da população LGBTQIA+ ao longo dos anos. Ele lembrou que a parada teve início em 1998, “quando não tínhamos nenhum representante nos poderes”. Essa perspectiva histórica sublinha a importância da persistência e da mobilização contínua para a visibilidade e representatividade.
A estilista e performer Havenna Wandelookx, presente há 16 anos em Brasília e frequentadora da parada pelo mesmo tempo, exalta a mistura entre diversão e conscientização. “A gente tem que ter muita consciência, além da diversão, claro. A gente vem para se divertir, mostrar brilho, se jogar. Mas ter sempre uma consciência de que a gente tem uma vida além disso, e que podemos passar para as pessoas que isso pode ser muito bom, apesar do ódio de cada um”, disse.
“Habitués” da luta e da visibilidade
Sueli Oliveira, 67 anos, é um exemplo de militante engajada. Frequentadora assídua de marchas LGBTQIA+ em Brasília e São Paulo, ela se define como uma “habitué”. Para Sueli, a participação em eventos como a Parada é fundamental para dar “visibilidade à nossa luta, à nossa existência”. Ela reforça a importância de lutar, através do voto, contra o preconceito, o ódio e a LGBTFobia.
“É o momento em que a gente para pra dizer: atenção, nós existimos, nós temos o direito, como qualquer outro cidadão e cidadã, de estarmos aqui, de votarmos, de amarmos quem nós quisermos”, declarou Sueli, enfatizando o papel da parada como um espaço de alerta e afirmação de direitos.
Serviços e apoio na Esplanada
Além dos discursos e da música, a Parada Brasília Orgulho contou com diversas tendas oferecendo serviços à população. A presença da Polícia Civil com suporte para denúncias contra LGBTFobia e o atendimento da Defensoria Pública para esclarecimentos sobre a inclusão do nome social em documentos demonstram o compromisso do evento em oferecer apoio prático e informativo à comunidade.
O evento reforça a ideia de que a luta pelos direitos LGBTQIA+ é contínua e exige engajamento em diversas frentes, desde a celebração da identidade até a participação ativa no processo político e a busca por garantias legais. A mensagem é clara: o voto é uma ferramenta poderosa na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.
Fonte: Agência Brasil





